Pular para o conteúdo
Quem não gosta de escrever?

Carolina R. Padovani

Quem não gosta de escrever?

Ilustrações de Fátima Stamato

Livro Quem não gosta de escrever? Papos de Hugo e sua tia Carmen, de Carolina R. Padovani

Gostar de escrever começa por gostar de conversar.

Hugo não gosta de escrever. Mas tem uma tia daquelas que passeiam entre o mundo das crianças e o dos adultos, e que o convida a inventar uma história.

Garanta o seu exemplar

Palavras são para serem gostadas?

O nome de Hugo tem uma letra invisível, muda, mudinha, e ele logo quer saber se pode tirá-la: assim escreveria menos e mais rápido. Hugo não gosta de escrever. A tia Carmen, que segundo o sobrinho tem uma espécie de dupla cidadania entre o mundo das crianças e o dos adultos, responde com outra pergunta: mas você gosta de palavras?

Daí nasce a história de um menino que queria ser marinheiro, inventada a quatro mãos, com uma luneta que é só um rolo de papel-toalha. Entre uma ideia e outra, tia e sobrinho apostam corrida, combinam uma pizza para quando a história ficar pronta e descobrem que as ideias, às vezes, chegam quando a gente se distrai.

Nas conversas seguintes, a chegada de um irmão traz novas preocupações, e um nome que Hugo acha que é verbo. Em diálogos curtos e bem-humorados, o livro mostra que escrever começa muito antes do papel: na conversa, na pergunta difícil e no prazer de inventar junto.

Espie as páginas

As ilustrações de Fátima Stamato acompanham Hugo e a tia Carmen em cada conversa.

  • Ilustração: Hugo, com um caderno na mão, olha para a tia Carmen, que faz um círculo com os dedos diante do olho

    Hugo e a tia Carmen, uma adulta boa de papo com criança.

  • Ilustração: Hugo e a tia Carmen espiam um baú de tesouro que brilha

    A história do marinheiro: será que a ilha tem um tesouro?

  • Ilustração: Hugo, sentado no chão com o queixo apoiado nas mãos, e a tia Carmen inclinada para falar com ele

    À espera do irmão: uma preocupação que pede conversa.

Para ler junto e conversar depois

  • A conversa como ponto de partida

    O livro é feito de diálogos entre tia e sobrinho. Mostra, sem sermão, que o gosto pela escrita pode nascer de um bom papo e de perguntas difíceis.

  • Para quem não gosta de escrever

    Muitos livros falam de crianças que não gostam de ler. Este olha para outra dificuldade, a de quem não gosta de escrever, e propõe a criação de histórias como caminho.

  • Brincar com as palavras

    Letras invisíveis, nomes que parecem verbos, palavras que são como irmãs: Hugo descobre que a língua tem graça e muitos significados.

Garanta o seu exemplar
Hugo, o grande tesouro da vida são as pessoas. As palavras só nos ajudam a dizer isso para elas.
Tia Carmen, no capítulo 1
Carolina R. Padovani

Sobre a autora

Carolina R. Padovani

Carolina R. Padovani é neuropsicóloga clínica e professora em cursos de pós-graduação nas áreas de psiquiatria da infância e adolescência e de treinamento físico. Tem mestrado, doutorado e pós-doutorado em Ciências pelo IP-USP.

Na literatura, publicou os livros de crônicas Colunata: a minha coluna inventada e outras lorotas (2024), premiado no Asas de Ouro de 2025, e Crônicas Alimentares (2026). A aproximação com o público infantojuvenil nasce de quase vinte anos de atuação com crianças e adolescentes. Escrever para eles é sua forma de retribuir o que aprendeu com cada um.

@dracarolinarpadovani

Você tem uma tia dessas?

Uma história para ler em voz alta, conversar no meio e, quem sabe, terminar inventando outra história juntos.

Para crianças que torcem o nariz para a escrita e para os pais, tias e professores que conversam com elas.

Garanta o seu exemplar
Ilustração da capa: a tia Carmen, agachada, conversa com Hugo, sentado no chão